sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Limite Entre o Público e o Privado
Liberdade, socialização, popularidade. Esses são alguns pontos que levam as pessoas a cada vez mais viverem conectados. A Revolução Industrial trouxe consigo uma nova forma de vida para a sociedade mundial, onde os avanços tecnológicos fundiram os modos vitais reais e virtuais.
Sendo declarado como direito fundamental dos seres humanos pela ONU, o acesso à rede mudou os hábitos das populações, onde que não estiver tão ativo nessa opção de vida tornar-se-á como consequência um excluso digital.
E como tudo o que há dentro da sociedade, a presença a essa vida virtual também se submete a regras, pois podendo livremente expressar ideias terá que existir necessariamente uma poderância no que será exposto já que é o nosso mundo e a nossa vida sendo alvo de inúmeros olhos prontos para debater e socializar suas opiniões de maneira boa ou ruim.
As tecnologias da informação são, hoje em dia, indispensáveis em todos os setores da sociedade, e nenhuma sociedade é livre se não se respeitam, em conjunto, essas liberdades. E nenhuma sociedade é completamente livre se tais liberdades não existirem em caráter absoluto e sem reservas. Com o aparecimento das novas tecnologias é assim, nem sempre a igualdade e a liberdade garantem nossa dignidade.
Além disso, as novas tecnologias possibilitam também a descentralização das tarefas e sua coordenação em uma rede interativa de comunicação em tempo real, seja entre continentes, ou em entre relações mais próximas.
O acesso à rede cresceu em detrimento do interesse pelos direitos fundamentais dos seres humanos, no entanto somos nós quem decidimos estar inseridos nessa rede e com pensamentos aprofundados criar-se-iam novas maneiras de se comportar em todos os ambientes sociais sem se transformar em uma marionete desse mundo que está constantemente conectado.
Yuri'Matias
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Reportagem sobre Juruti - Jornal da Globo
Reportagem que saiu no Jornal da Globo, na série de grandes projetos da Amazônia.
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terça-feira, 11 de agosto de 2009
Tribo Coreografada foi o ponto alto da apresentação dos Munduruku.
No Festival das Tribos de Juruti três jurados julgam dezesseis itens para decidir qual a tribo vencedora. Nos últimos anos um dos itens que mais ganhou destaque foi a Tribo Coreografada que é muito aguardada pelas torcidas, as coreografias somente são reveladas no último ensaio a poucos dias do Festribal.
Em 2009 a Tribo Coreografada dos Munduruku ganhou ainda mais visibilidade depois de receber as notas máximas de todos os jurados, foram três notas 10. Apenas dois outros itens receberam essa pontuação, os itens Tuxaua e Originalidade em Conjunto.
A coreografia apresentada no tribódromo é montada em cima de algum tema que a comissão de arte da tribo passa para o coreografo. “Eu me baseio no que a comissão de arte me passa eu também penso em formas geométricas em círculos, trançados em formas que lembre um pouco o trabalho indígena”, explica Allany Cassius, coreografo Munduruku.
A coreografia para este ano foi feita com base no mito dos Nhanderùs, segundo essa historia a partir de quatros espíritos ancestrais deu-se a regência da vida, o nhanderú terra, que foi representado pelo réptil calango, o Nhanderú fogo, representado pelos pássaros galo da serra, o Nhanderú ar, representado pelo grande gavião branco e o Nhanderú água, representado pelos espíritos aquáticos.No início esses espíritos viviam em harmonia, e com o passar dos tempos, foram profanados pelos sentimentos de depredação da natureza emanado das asas de andirá pituna. A partir de então não mais se fez a dança da vida, o mundo entrou em desequilíbrio, a natureza começou a mostrar a humanidade os sinais de descontentamento como as secas, as enchentes, as grandes queimadas e as doenças.
As roupas dos 40 dançarinos representaram cada um dos quatros nhanderú, mas o segredo para a vitória segundo Allany é desenvolver uma coreografia para os jurados “eu sempre procuro trabalhar a visão dos jurados, eu me ponho no lugar deles e imagino o que eles gostariam de ver em uma coreografia”, revela o coreografo.



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